Óptima
sugestão para estas férias. Quem é que ainda não viu?
Transcrevemos
aqui um excerto do comentário ao filme feito por Margarida Ataíde do Grupo de
Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que pode ser lido na
íntegra aqui.
Os
Croods: um filme para crianças a ensinar aos adultos que no fim há sempre um
princípio.
Na
pré-história os Croods são uma família de seis que vive ao abrigo do sentido de
proteção do patriarca. Confinando-os à caverna onde habitam e a uma escassa
área em seu redor, Grug, o pai, crê ser esta a melhor forma de cuidar dos seus,
não os expondo a nenhum tipo de ameaça... desnecessária.
Porém,
quando um fenómeno incontrolável destrói a caverna e o idílio em que Grug
imaginava poder viver para sempre, não resta aos Croods senão partirem em busca
de um novo lugar para viver. Assim começa uma grande aventura que, sem evitar
perigos lhes, proporcionará inúmeras descobertas e ótimas surpresas.
...
Na
sua linha, variando embora os estilos, temas abordados e equipas encarregues da
concretização de cada projeto, permanecem o espírito de aventura e a
preocupação de uma mensagem pedagogicamente válida.
Os
filmes da Dreamworks veiculam valores universais como o espírito de entreajuda,
a amizade, a abertura ao outro, sobretudo o desconhecido ou diferente, o
respeito pela natureza, as virtudes da esperança ou da caridade e a importância
do sentido para a vida – o que normalmente move as personagens a ultrapassar o
que crêem ser os seus próprios limites.
...
Sem
se desviar da linha a que a produtora nos habituou, "Os Croods"
transformam-se na proposta da Páscoa para o público português mais novo.
Com
pouco mais de hora e meia de animada aventura, esta história de risco em que os
ganhos resultam sempre superiores às perdas não evita o facilitismo de
estereótipos que pouco contribuem para diferenciar o cinema como proposta de
genuína interpelação humana.
Por
outro lado o filme cumpre uma fórmula certeira com a passagem de uma mensagem
positiva relativamente à disponibilidade para o desconhecido e à importância de
se sair da zona de conforto para se poder ir mais longe – como pessoa e como
família. Rejeitando o heroísmo individualista e transformando o que parece ser
"o fim" num surpreendente "reinício". O que nos tempos que
correm faz bom sentido.
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