Quinta-feira, dia 18 de Julho de 2013
Quinta-feira da 15ª semana do Tempo Comum
Evangelho segundo S. Mateus 11,28-30.
Naquele tempo,
Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu
vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque
sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»
O Comentário do dia escolhido pelo Evangelho
Quotidiano é do Papa Francisco retirado da Homilia de 19/03/2013, Missa de
inauguração do pontificado. Pareceu-nos muito oportuno e quisemos partilhá-lo
no Blog.
«Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque
sou manso e humilde de coração.»
Queridos Irmãos e Irmãs […], o centro da vocação
cristã é Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para
guardar a criação! Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a
nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e
diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação,
como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter
respeito por todas as criaturas de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar
as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e de cada uma, especialmente
das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes
estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os
esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com
o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com
sinceridade as amizades […]. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do
homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões
dos dons de Deus! […]Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de
responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e
mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus
inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais
de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para
«guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a
inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar os nossos
sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as
más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo da bondade,
nem mesmo da ternura!
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